CASE 02

Claro Brasil

Mudamos a trajetória da marca com atos, não palavras

2008.

reposicionamento "Claro. Escolha" — não imperativo de fechamento, mas imperativo de liberdade. Defender a portabilidade publicamente, contra o lobby do próprio setor.

A prova

3°→2°

Posição no mercado em 1 ano

Tamanho da conta na F/Nazca

#1

Telecom mais valiosa da LatAm

Cliente

Claro Brasil

Agência

F/Nazca Saatchi

Período

2008–2010 · Brasil

01

O DESAFIO

2008.

A lei da portabilidade numérica estava prestes a entrar em vigor. A reação do setor: lobby unificado para adiar. TIM, Vivo, Oi e a própria Claro pressionando juntos. "Retention by hostage" era o modelo de negócio. Thiago viu uma janela que as outras tratavam como ameaça.

Thiago não estava no escopo estratégico da Claro — cuidava de ativação de varejo.

  • Thiago não estava no escopo estratégico da Claro — cuidava de ativação de varejo.
  • Mas tinha relacionamento direto com o novo time de marketing — ex-colegas da Unilever.
  • Ligou.

Mas tinha relacionamento direto com o novo time de marketing — ex-colegas da Unilever. Ligou. Pediu permissão para fazer um pitch paralelo. Elas toparam.

A sacada

reposicionamento "Claro. Escolha" — não imperativo de fechamento, mas imperativo de liberdade. Defender a portabilidade publicamente, contra o lobby do próprio setor.

"Retention by hostage"

02

A SOLUÇÃO

Sair do lobby.

01

Sair do lobby.

Enquanto TIM e Vivo tentavam adiar, a Claro foi a primeira a abraçar a mudança.

02

Lançar como PSA.

Campanha estilo Public Service Announcement com Mariana Ximenes acusando as concorrentes. Capa de jornal. Conversa de pizzaria.

03

Comprar portabilidade.com.br.

"Beautiful chaos" — o presidente da Vivo ligou furioso. A URL teve que ser devolvida para a Anatel depois. O dano de imagem estava feito.

04

Insight psicanalítico.

Portabilidade não era sobre tecnologia — era sobre identidade. O número pertencia à pessoa, não à operadora.

03

O IMPACTO

Em um ano, a Claro saltou de terceira para segunda no mercado brasileiro — e a conta na F/Nazca dobrou de tamanho.

3°→2°

Posição no mercado em 1 ano

Tamanho da conta na F/Nazca

#1

Telecom mais valiosa da LatAm

Em um ano, a Claro saltou de terceira para segunda no mercado brasileiro — e a conta na F/Nazca dobrou de tamanho. O reposicionamento "Escolha" transformou uma mudança regulatória que o setor combatia em narrativa de liberdade. A leitura psicanalítica da portabilidade como identidade, não tecnologia, virou case de referência na agência.

#1 Telecom mais valiosa da LatAm

Marcas envolvidas

Claro Brasil

F/Nazca Saatchi

04

O QUE ISSO PROVA

Para quem

Thiago é o estrategista para empresas em momento de mudança regulatória ou de mercado que todos os players estão tratando como ameaça

Situação

Thiago não estava no escopo estratégico da Claro — cuidava de ativação de varejo.

Diferencial

encontra a tensão cultural antes dos dados aparecerem

05

O APRENDIZADO

O que ficou

"Not bad for a retail brief."

Aproveitar um momento de turbulência. Quando as coisas estão no morno, qualquer ideia mais desafiadora é vista como risco. A portabilidade criou calor suficiente para uma ideia radical passar. O case revelou que o Mestrado em Semiótica Psicanalítica não era ornamento — era ferramenta de briefing. A leitura veio de Lacan. E funcionou.