CASE · 02

A fortaleza que não cede — Dentsu 2011–2013

Como governar um sistema japonês que não foi desenhado para você — e extrair o princípio quando a missão não se cumpre

A Dentsu Brasil atendia clientes japoneses, com funcionários na maioria japoneses, num mercado paulistano que comprava glamour de criatividade.

A estrutura não se dobrou

A prova

84

Pessoas na operação

Etios

Principal lançamento do período

2 anos

Tempo para extrair o princípio

Período

fev/2011 – mar/2013

Cargo

Chief Operating Officer

Operação

Dentsu Brasil · 84 pessoas

01

O DESAFIO

A Dentsu Brasil atendia clientes japoneses, com funcionários na maioria japoneses, num mercado paulistano que comprava glamour de criatividade.

Denise entrou como COO com a convicção de que seu nome e rede seriam o atalho para abrasileirizar a operação.

A estrutura não se dobrou.

  • A estrutura não se dobrou.
  • Clientes não escolhem agências só pelo que entregam — escolhem pelo que a escolha diz sobre quem contratou.
  • A Dentsu tinha dinheiro e conexão internacional, mas em São Paulo não conseguia dar o que o mercado comprava junto com a entrega.

Clientes não escolhem agências só pelo que entregam — escolhem pelo que a escolha diz sobre quem contratou. A Dentsu tinha dinheiro e conexão internacional, mas em São Paulo não conseguia dar o que o mercado comprava junto com a entrega.

A sacada

Como governar um sistema japonês que não foi desenhado para você — e extrair o princípio quando a missão não se cumpre

A Dentsu Brasil atendia clientes japoneses, com funcionários na maioria japoneses, num mercado paulistano que comprava glamour de criatividade.

02

A SOLUÇÃO

Nomear a arrogância e assimilar a realidade.

01

Nomear a arrogância e assimilar a realidade.

'A gente achou que seria mais simples fazer isso. Um pouco de arrogância da nossa parte.' O primeiro impulso foi resistir ao protocolo minuto a minuto. O segundo foi entender — perguntar ao shadow japonês, operar dentro da lógica encontrada.

02

Pegar as fortalezas em vez de tropicalizar.

'Não vamos chegar lá e vamos tropicalizar, abrasileirar — não é isso. É pegar as fortalezas e ver o que essas fortalezas podem trazer de novo.' A brasileirização plena não aconteceu. Dentro do que a estrutura permitia, houve virada.

03

Entregar Toyota Etios dentro dos limites reais.

Marca premium descendo para segmento de volume — movimento delicado que Denise conhecia do lado oposto na Fiat. 'A gente mergulhou no que a gente tinha e tentou fazer do limão uma limonada. Deu certo.' Não foi o breakthrough prometido na entrada — foi o que era possível, feito com tudo.

03

O IMPACTO

A Dentsu nunca se tornou agência com glamour — Denise não se engana sobre isso.

84

Pessoas na operação

Etios

Principal lançamento do período

2 anos

Tempo para extrair o princípio

A Dentsu nunca se tornou agência com glamour — Denise não se engana sobre isso. O objetivo central da contratação não foi cumprido. O que ficou foi mais raro: a distinção entre o que pode ser mudado por competência e o que é estruturalmente imutável. Personalidade não se muda por decreto — nem a própria, nem a de um sistema.

Marcas envolvidas

A fortaleza que não cede — Dentsu 2011–2013

04

O QUE ISSO PROVA

Para quem

Útil para líderes entrando em culturas que não foram desenhadas para eles — conglomerados internacionais, joint ventures, operações com protocolo estruturalmente diferente. Denise lê o sistema antes de tentar transformá-lo, distingue o mutável do imutável, e entrega dentro dos limites reais sem dourar o resultado

Situação

A estrutura não se dobrou.

Diferencial

Ver detalhes no case.

05

O APRENDIZADO

O que ficou

'Primeiro você assimila a realidade.

Aí, com muito respeito, você faz o ponto.' Confundir o que é mutável com o que é estrutural é arrogância — palavra que ela usa sobre ela mesma. O protocolo japonês virou princípio de operação: combinados feitos com antecedência protegem quando a pressão chega.